QUEM SOMOS
A REDE AFRO-ASIÁTICA DE PESQUISADORES
SOBRE A OBRA E A VIDA DE CAMÕES
ESTABELECIDA EM 2020


A REDE CAMÕES NA ÁSIA & ÁFRICA (RCnA&A) é uma plataforma académica criada para reunir os pesquisadores e tradutores que trabalham em estudos avançados sobre a obra de Camões, num espaço geográfico tido até hoje como «periférico» nos estudos camonianos.


Objetivos: estudar a obra e a vida de Luís de Camões, promovendo e divulgando trabalhos científicos, apoiando novas traduções, organizando congressos periódicos, e lançando outras iniciativas que comprovem o alcance universal da obra do Poeta através da valorização da matriz afro-asiática dos seus escritos.

Foco cultural e geográfico: sendo plurinodal, a Rede está aberta à criação de novos nós, sobretudo nos espaços da Ásia e de África onde Camões passou parte da sua vida criativa, como a Índia, a China, o Sudeste Asiático, a Indochina, o Índico, a Arábia e a África Oriental, e nos quais se inspirou para escrever Os Lusíadas, as composições líricas, o teatro e as cartas. Os membros da Rede ou têm proveniência asiática ou africana, ou exercem a sua atividade profissional e de pesquisa num destes dois continentes.

Congressos e eventos: a Rede organizou congressos, como os reunidos na Indonésia em 2022, em Macau em 2024, em Moçambique em 2025 e em Goa em 2026, para debater pesquisas e análises críticas sobre a obra de Camões, preferencialmente em chave asiática ou africana.

Outras iniciativas realizadas: lançamento em Macau, com o apoio da Fundação Oriente, do livro das Odes de Camões traduzidas para chinês por Zhang Weimin.


Parcerias estabelecidas: a RCnA&A estabeleceu parcerias com S. M. o Rei e a Casa Real de Ternate, Universitas Indonesia (Jakarta), Universitas Khairun (Ternate), Fundação Rui Cunha (Macau), Fundação Oriente (Macau e Lisboa), Consulado-Geral de Moçambique em Macau (Macau), Universidade Politécnica de Moçambique (Maputo), Universidade Eduardo Mondlane (Ilha de Moçambique), Universidade de Goa (Goa), Instituto Camões (Portugal), e o blogue «Os Portugueses na Ásia» (Singapura).


Financiamentos e patrocínios: para além dos apoios específicos para a realização dos congressos, já reconhecidos nas respetivas páginas, a RCnA&A através dos seus membros obteve financiamento junto da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau para um projeto de pesquisa e de investigação, e junto do Banco Comercial Português (Macau) para a presença online e edições impressas.


REDE CAMÕES

NA ÁSIA & ÁFRICA

UM OLHAR SOBRE CAMÕES A PARTIR DA «PERIFERIA»

A Rede Camões na Ásia & África (RCnA&A) é reconhecidamente a mais ativa e dinâmica plataforma internacional de investigação camoniana da atualidade. Fundada em 2020 e coordenada por investigadores radicados no Oriente, a Rede tem como diretriz descentralizar os estudos camonianos, deslocando o eixo tradicional de investigação Lisboa-Coimbra para os territórios orientais e africanos onde Camões viveu e escreveu grande parte da obra dele.

Com uma forte aposta nos meios digitais, os membros publicam regularmente artigos, ensaios e estudos explorando aspectos históricos e literários da camonologia, frequentemente sob uma perspetiva afro- e asiocêntrica.

A investigação científica promovida pela Rede estrutura-se em quatro pilares fundamentais:


Tradução e filologia intercultural asiática


O marco prático inicial da Rede foi o impulso dado a traduções inéditas e integrais de Camões para as principais línguas do continente asiático, adotando os mais rigorosos critérios filológicos:

Indonésia: Apoio à histórica e pioneira tradução de Os Lusíadas para a língua indonésia (Puisi Lusiadi) realizada por Danny Susanto.

Índia (Kerala e Goa): divulgação do trabalho do tradutor Davees Joseph Chalakkal e análise da recepção do épico em Goa, em língua concanim.

Irão: Divulgação da tradução, edição e aparato crítico do teatro camoniano (Auto chamado dos Enfatriões) para o farsi, conduzida Sabri Zekri Arabzadeh.

Portugal: Equipa constituída com Zhang Weimin para a tradução em chinês mandarim da poesia lírica (odes, éclogas e sonetos) e da prosa de Camões.


A geocrítica e o périplo afro-asiático de Camões


As investigações da Rede também têm incidido sobre a presença do espaço geográfico asiático e africano na cartografia literária camoniana, nomeadamente em estudos monográficos das instâncias em que o poeta descreve os arquipélagos de Ternate, Samatra, Java, a Costa do Malabar, Goa e Macau. Estas e outras pesquisas sustentam que o contacto direto com a geografia, o comércio de especiarias e as culturas asiáticas transformou Camões num pensador universal, focado em temas como a deslocação, o isolamento, a saudade, o destino e o desengano do mundo.


Posteridade e permanência de Camões no Oriente


A Rede promove igualmente investigações fecundas sobre a memória do Poeta na Ásia, por exemplo com estudos sobre a iconografia da Gruta de Camões em Macau (mapeando desde as gravuras europeias do século XVIII até aos cartazes contemporâneos) e o levantamento da memória do Autor em contexto goês.


Ciclo global de Congressos do Meio Milénio


Para propagar esta inovadora produção científica, a RCnA&A atuou como principal entidade organizadora de congressos internacionais que assinalaram efemérides camonianas. A Rede inaugurou mundialmente as celebrações dos 450 anos de Os Lusíadas em março de 2022, e em fevereiro de 2024 foi também a primeira à escala global a celebrar os cinco séculos do nascimento de Camões, lançando os três Congressos Internacionais do Meio Milénio do Nascimento de Camões, um ciclo de reuniões científicas que teve lugar durante o biénio de 2024-2026, em formato itinerante por polos histórico-biográficos vitais de Camões, como Macau, a Ilha de Moçambique e Goa.

REVISTA DE ESTUDOS

CAMONIANOS

INOVAÇÃO E RELOCALIZAÇÃO

A Rede Camões na Ásia & África edita a REVISTA DE ESTUDOS CAMONIANOS, o único periódico científico existente dedicado à vida, obra, fortuna crítica e representações iconográficas e monumentais de Camões.

A Revista nasceu da necessidade de preencher uma lacuna nos estudos hitórico-literários: a urgência do surgimento de uma publicação periódica especializada e permanente focada num dos maiores vultos das letras mundiais.

É uma publicação científica da máxima exigência, com dupla revisão científica sob duplo anonimato.

A linha editorial da Revista de Estudos Camonianos estrutura-se em torno das seguintes dinâmicas científicas e metodológicas:


Descentralização e perspetiva transnacional

Embora acolha contributos de camonistas de todo o mundo (incluindo Portugal e Brasil), a Revista de Estudos Camonianos destaca-se por deslocar o eixo geográfico tradicional da investigação camoniana, assumindo-se como o principal órgão de registo da produção científica gerada nos territórios afro-orientais por onde o poeta passou e escreveu, nomeadamente das investigações de pesquisadores sediados em Macau, na Índia (Goa e Kerala), Indonésia, e Moçambique.


Eixos temáticos presentes

Os volumes da Revista de Estudos Camonianos dividem-se em secções que contemplam a totalidade do universo camoniano, aliando a erudição clássica a abordagens contemporâneas.

Entre outros temas, têm estado particularmente presentes:

Tradutologia intercultural: reflexão teórica e análise dos desafios estéticos e linguísticos envolvidos na transposição de Camões para as línguas orientais.

Geocrítica e iconografia: Investigações sobre a cartografia poética do Oriente na obra de Camões e o mapeamento das narrativas literárias e visuais sobre o poeta, incluindo monumentos, bustos ou a gruta de Camões em Macau.


Periodicidade e ligação aos congressos

A Revista de Estudos Camonianos publica-se anualmente em fluxo contínuo.

Articulou-se com o Congresso dos 450 anos de 'Os Lusíadas' de 2022, do qual publicou uma seleção de comunicações no número extra de 2026, e com os Congressos Internacionais do Meio Milénio do Nascimento de Camões (2024–2026) — as comunicações mais marcantes e os debates gerados nas etapas dos congressos (Macau 2024, Ilha de Moçambique 2025 e Goa 2026) foram selecionados, duplamente revistos de forma anónima e editados em volumes da revista.


A Revista de Estudos Camonianos é hoje o mais estimulante reflexo

do estado da arte do camonismo mundial.

ENCICLOPÉDIA

CAMÕES

O UNIVERSO DA RECEÇÂO DE CAMÕES

A ENCICLOP´ÉDIA CAMÕES é editada por José Carlos Canoa, membro da Rede Camões na Ásia & África.

É o repositório abrangente e exaustivo da receção universal de Camões.

Mantém uma página de interação com os leitores em LUÍS DE CAMÕES NO FACEBOOK.

Destaque para a «Agenda Camões 500 anos» o arquivo histórico das celebrações do V Centenário do Nascimento do Poeta.

EDIÇÃO DIGITAL

BILINGUE

JÁ COMPLETAS AS ODES E AS CANÇÕES, EM SEGUIDA SERÃO EDITADAS AS CARTAS

Dotado de fundos para a pesquisa da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (UCTM), o projeto da EDIÇÃO DIGITAL BILINGUE DA OBRA DE CAMÕES iniciou-se em 2025.

Tem como objetivo a tradução integral da obra lírica e epistolar de Camões para chinês, tarefa de que se encarregou o veterano tradutor Zhang Weimin.

Para este projeto Felipe de Saavedra compôs paráfrases em prosa de todas as composições, que são instrumento indispensável tanto para a presente tradução como para quaisquer outras iniciativas futuras similares em outras línguas.

O comentário detalhado está em elaboração, e será publicado em janeiro de 2027.

CAMÕES: UMA VIDA

EM IMAGENS

SEGUNDO AS MAIS AVANÇADAS FERRAMENTAS DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA A RECONSTITUIÇÃO HISTÓRICA COM FINS DIDÁTICOS

Com suporte de imagem fixa e de vídeo, esta EXPOSIÇÃO VIRTUAL percorre os momentos mais icónicos da vida de Camões, esclarecendo aspetos cronológicos e biográficos.

O CICLO GLOBAL DE

CONGRESSOS

A MAIOR INICIATIVA CIENTÍFICA INTERCONTINENTAL PARA A CELEBRAÇÃO DO MEIO MILÉNIO DE CAMÕES

Um memorável convénio itinerante com a duração de três anos consecutivos, OS CONGRESSOS CAMONIANOS ORIENTAIS DA RCnA&A abrangeram fisicamente a Ásia e a África, e reuniram mais de 70 comunicações originais provenientes de quatro continentes, muitas delas entretanto publicadas nas Atas do Congresso de Macau e na Revista de Estudos Camonianos.

ORIENTAÇÕES DE PESQUISA DOS MEMBROS

PRODUÇÃO CIENTÍFICA NA ÁREA DOS ESTUDOS CAMONIANOS

DANNY

SUSANTO

Danny Susanto foi responsável pela primeira tradução de Os Lusíadas para indonésio, celebrada como um feito cultural e filológico de regresso a casa do poema épico, cujos primeiros cantos foram iniciados precisamente durante a estadia do Poeta na ilha de Ternate, no Maluku (Indonésia). No plano teórico, tem investigado o processo de transposição linguística e os obstáculos de equivalência cultural ao verter deuses olímpicos, divindades marinhas e figuras infernais clássicas para uma língua e uma matriz cultural e religiosa tão distante da de Camões como é a da Indonésia contemporânea.

Danny Susanto

LIVROS

  • (2022) SUSANTO, DANNY - Puisi Lusiadi, tradução de Os Lusíadas para indonésio por Danny Susanto, Prefácio de Felipe de Saavedra, Jakarta: Yayasan Pustaka Obor Indonesia.

ARTIGOS

DAVEES JOSEPH

CHALAKKAL

Davees Joseph Chalakkal realizou a tradução integral de Os Lusíadas para malayalam. Refletiu sobre os desafios filológicos e as barreiras linguísticas e culturais ao transpor a estrutura poética, as rimas e as referências geopolíticas do português quinhentista para o ecossistema cultural e linguístico de Kerala. É um especialista de referência sobre a presença portuguesa no Malabar, em especial em Cochim. Em trabalhos científicos recentes confrontou a narrativa ficcional e mitológica criada por Camões em Os Lusíadas com as crónicas históricas e os relatos de viagem escritos no século XVI sobre Cochim e a região do Malabar, traçando a linha que separa o mito literário da realidade dos factos históricos.

Davees Joseph Chalakkal

LIVROS

  • (2016) CHALAKKAL, DAVEES JOSEPH - Lusiadukalude Ithihasam [A Epopeia dos Lusíadas], tradução de Os Lusíadas para malayalam, Thrissur: Current Books.

ARTIGOS

FELIPE DE

SAAVEDRA

Felipe de Saavedra desempenha um papel decisivo nos Estudos Camonianos, com um ambicioso projeto filológico de recuperação da prosa camoniana, focado na crítica textual, ecdótica, filologia e análise de fontes clássicas e renascentistas de Camões. Publicou investigação pioneira sobre as composições religiosas do Poeta, expandindo o perfil de Camões como compositor de hinos sacros. No domínio do trabalho colaborativo, tem promovido ativamente a difusão da obra de Camões no Oriente, tendo assinado o prefácio da tradução indonésia de Os Lusíadas por Danny Susanto e iniciado a publicação da obra completa de Camões traduzida para chinês mandarim por Zhang Weimin, para a qual compôs paráfrases em prosa das odes e das canções de Camões. Dinamizou quatro congressos camonianos e é o editor responsável da Revista de Estudos Camonianos.

Felipe de Saavedra

LIVROS

ARTIGOS

DIGITAL

IRENE SILVEIRA

ALMEIDA

Irene Silveira Almeida tem-se dedicado a pesquisas na área da literatura comparada, analisando a presença de Camões na Índia e a receção de Camões na literatura francesa. Usa uma abordagem intercultural e comparatista, integrando a literatura de Camões em diálogos com a Ásia e com a tradição literária europeia. Em pesquisas conjuntas com Loraine Barreto-Alberto, analisou a forma como a própria Índia foi delineada na poesia camoniana e, inversamente, como a imagem pública e os monumentos dedicados a Camões foram integrados e ressignificados no universo cultural e espacial goês.

Irene Silveira Almeida

ARTIGOS

JOSÉ CARLOS

CANOA

José Carlos Canoa pesquisa a história editorial, a fortuna crítica e as representações iconográficas de Camões, com especial atenção à presença histórica do poeta em Macau. É o compilador e editor da monumental Enciclopédia Camões (e-Cam), repositório universal de informações sobre a receção da vida e da obra do Poeta. Tem também resgatado a tradição dos estudos camonianos em Macau, com particular referência ao historiador Luís Gonzaga Gomes, e procedeu a um levantamento exaustivo das representações iconográficas da Gruta de Camões desde os primeiros desenhos, gravuras e aguarelas feitos por artistas das missões diplomáticas europeias até à atualidade.

José Carlos Canoa

ARTIGOS

eDITOR

KENNETH DAVID

JACKSON

Kenneth David Jackson dirigiu um projeto pioneiro de preservação e análise filológica comparada, Camões and the First Edition of The Lusiads, 1572. Tem-se ocupado do lugar da estrutura retórica e poética na lírica de Camões, analisando como o contacto com a geografia e as culturas asiáticas aprofundou as reflexões do Poeta sobre o exílio, o desengano e as ambiguidades morais do tempo em que viveu, transformando-o num pensador de alcance universal. É também autor de diversos estudos sobre etnografia e musicologia da Ásia portuguesa.

Kenneth David Jackson

CD-ROM

LIVROS

  • (2005) JACKSON, KENNETH DAVID - As marcas do império marítimo português na Índia e no Sri Lanka, Ericeira, Portugal: Mar de Letras.

ARTIGOS

  • (2026) JACKSON, KENNETH DAVID - ‘Desta barra fora’: canções tradicionais de comunidades indo-portuguesas, Revista de Estudos Camonianos 2, Macau: Rede Camões na Ásia & África, 27-34. https://camonianos.pt/numero-2-2026. ISSN: 3134-7223.
  • (2025) JACKSON, KENNETH DAVID - As perguntas de Camões, Convergência Lusíada número especial, Rio de Janeiro, 167-179.
  • (2014) JACKSON, KENNETH DAVID - Camões and the first edition of 'The Lusiads', In María Ángeles Fernández Cifuentes, ed. El sol de los talleres: Estudios en homenaje a Stanislav Zimic, Newark, Delaware: Juan de la Cuesta, 113-127.
  • (2004) JACKSON, KENNETH DAVID - As perguntas sem resposta de Camões, Revista Camoniana 16, 3a. série, Bauru, S.P., 53-70.
  • (2004) JACKSON, KENNETH DAVID - Camões’s Unanswered Question, AAVV. A primavera toda para ti: Homenagem a Helder Macedo, Lisboa: Presença, 87-96.
  • (1998) JACKSON, KENNETH DAVID - Utopia and Identity in the Voyages: Camões between India and Portugal, Arquivos do Centro Cultural Calouste Gulbenkian: Homenagem a Maria de Lourdes Belchior XXXVII, Lisboa-Paris: Centro Cultural Calouste Gulbenkian, 185-194.
  • (1980) JACKSON, KENNETH DAVID - Alabaster and Gold: A Study of Dialectics in 'Os Lusíadas', Luso-Brazilian Review 17-2, 198-206.

LORAINE

BARRETO-ALBERTO

Loraine Ethel Barreto-Alberto desenvolve investigação em temas da cultura indoportuguesa, com foco na presença de Camões na literatura goesa. Numa vertente interdisciplinar que cruza a história da arte com a literatura, dedicou-se ao mapeamento visual do Poeta no subcontinente indiano, investigando a presença de monumentos, bustos, pinturas e marcas arquitetónicas camonianas na região, e desenvolveu leituras comparatistas entre a lírica de Camões e a poesia goesa, avaliando como a receção do Autor foi sendo modificada ou apropriada localmente ao longo dos séculos.

Loraine Barreto Alberto

ARTIGOS

SABRI ZEKRI

ARABZADEH

Sabri Zekri Arabzadeh traduziu para farsi o Auto dos Enfatriões, ocupando-se da receção, tradução e difusão do teatro camoniano no Irão. Analisou a obra do Poeta sob uma perspetiva intercultural e asiática. Cruzou a sua formação em encenação teatral com a literatura, estudando a aproximação das técnicas cénicas de Camões (e de Gil Vicente) com as formas performativas tradicionais do Irão, e defendendo que as temáticas universais da comédia camoniana podem ser compreendidas através de códigos artísticos orientais.

Sabri Zekri Arabzadeh

LIVROS

  • (2023) CAMÕES, LUÍS DE - Auto chamado dos Enfatriões, edição, tradução, introdução e notas de Sabri Zekri Arabzadeh, Tehran: Shab-e Sher, «Portuguese Theatre» II.

ARTIGOS

ZHANG

WEIMIN

Zhang Weimin estabeleceu uma das mais importantes e longevas pontes literárias entre a China e o mundo lusófono. Com mais de 40 anos dedicados à obra de Camões, foi o primeiro tradutor a verter Os Lusíadas na íntegra para chinês mandarim, numa elogiada recriação estética conjugada com o rigor interpretativo. Atualmente dedica-se à tradução integral da lírica e prosa de Camões. Em intervenções académicas em Macau tem partilhado as complexidades inerentes à transposição do ritmo clássico português para o chinês, defendendo uma metodologia de tradução flexível, e orientando os estudantes a lerem o texto original português, a pesquisarem as alusões à cultura greco-romana, e a usarem sensibilidade poética para entender o humanismo e o tom existencial de Camões.

Zhang Weimin

LIVROS

  • (2026) CAMÕES, LUÍS DE - As canções de Camões, organização e paráfrases por Felipe de Saavedra, tradução para chinês simplificado por Zhang Weimin, Macau.
  • (2026) CAMÕES, LUÍS DE - As odes de Camões, organização e paráfrases por Felipe de Saavedra, tradução para chinês simplificado por Zhang Weimin, Macau.
  • (2024) CAMÕES, LUÍS DE - Aquileida, a trilogia de Aquiles e mais onze odes de Luís de Camões, nova edição integral e ilustrada, tradução para chinês mandarim por Zhang Weimin, Macau: Rede Camões na Ásia & África.
  • (2019) CAMÕES, LUÍS DE - A Canção dos Lusitanos, tradução de Os Lusíadas para mandarim por Zhang Weimin, Chengdu: Sichuan Literature and Art Publishing House / Macau: Instituto Cultural.
  • (2014) CAMÕES, LUÍS DE - 100 Sonetos de Camões, tradução para mandarim por Zhang Weimin, Macau: Instituto Cultural.

ARTIGOS

ENTREVISTA

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