PROGRAMA COM HORAS LOCAIS


SÁBADO, 12 de março de 2022

450 anos da publicação de 'Os Lusíadas', a 12 de março de 1572

TERNATE-JAKARTA-INDONÉSIA

 

1.a Parte

Camões e a Ásia

14.30 Hora de Ternate; 12.30 Jakarta

(09.00 TEERÃO, 08.30 ANKARA E QATAR, 06.30 SIENA, 05.30 PPRTUGAL CONT.)

 

14.30 – Inauguração.

  • Alocução ao Congresso por Sua Majestade o Rei de Ternate, Sultão Hidayatullah Sjah.
  • Mensagem do M. Reitor da Universitas Khairun de Ternate, Dr. M. Ridha Ajam, M. Hum.

14.40 – Traduzir 'Os Lusíadas' para indonésio.

  • Danny Susanto

15.00 – 450 anos depois, 'Os Lusíadas' em turco.

  • Ibrahim Aybek

15.20 – Porquê traduzir Camões para farsi?

  • Sabri Zekri

15.40 – Publicar Camões no Irão.

  • Taraneh Arabzadeh

16.00 – Camões e a Indonésia.

  • Felipe de Saavedra

16.20 – Intertextualidades Lusíadas em textos escritos por naturais goeses em língua portuguesa (1702-1713).

  • Regina Célia Pereira da Silva

16.40 – Imagens do Oriente e dos orientais n’'Os Lusíadas'.

  • João Oliveira

17.00 – Camões, o poeta que «do Oriente as portas vem abrindo».

  • Filipa Araújo


intervalo de uma hora e mudança de hora padrão para Jakarta

 

2.a Parte

‘Os Lusíadas’: 450 anos de fascínio 


CAMÕES CONTEMPORÂNEO

17.00 Hora de Jakarta

(18.00 MACAU, 11.00 SIENA, 10.00 PORTUGAL CONT., 7.00 SÃO PAULO)

 

17.00 – Invocando as Musas: os trabalhos e as leituras.

  • Sara Augusto

17.20 – Sebastião da Gama e 'Os Lusíadas'.

  • Maria Antonietta Rossi

17.40 – «O português de todos os tempos»: Agustina Bessa-Luís leitora de Luís Vaz de Camões.

  • Maria do Carmo Pinheiro Silva Cardoso Mendes

18.00 – Leitura e (re)escritura de 'Os Lusíadas': a navegação poética de Manuel Alegre.

  • Maria Eduarda Miranda Paniago & Caio Gagliardi


CAMÕES, DA SUA ÉPOCA ATÉ AO SÉCULO XIX

 

18.20 – Camões e D. Sebastião, um par romântico.

  • Vitor Amaral de Oliveira

18.40 – As vidas francesas de Luís de Camões.

  • Aude Plagnard

19.00 – As grandes coleções camonianas dos séc.s XIX e XX.

  • José Carlos Canoa

19.20 – Cruzar pequenos mundos de poesia: a receção de 'Os Lusíadas' (1572) no poema 'Ulyssippo' (1640) de António de Sousa de Macedo.

  • Gil Clemente Teixeira

19.40 – 'Os Lusíadas', um espelho de príncipes.

  • Isabel Rio Novo

20.00 – O amor na “ilha namorada” d’'Os Lusíadas'.

  • Marcelo Lachat


3.a Parte

A OBRA DE CAMÕES E A SUA EDIÇÃO

22.00 Hora de Jakarta

(14.00 AÇORES, 16.00 GENÈVE, 12.00 SÃO PAULO)

 

22.00 – Camões e o soneto pastoril: tradição e novidade.

  • Maria do Céu Fraga

22.20 – Para a edição crítica das 'Cartas' de Luís de Camões.

  • Barbara Spaggiari

22.40 – A música em Camões: concordâncias musicais no 'Cancioneiro de Paris'.

  • Fábio Vianna Peres

23.00 – Painel conclusivo: as edições em curso da obra camoniana: a edição crítica de 'Os Lusíadas' pelo CIEC, a edição Camoniana de Genebra, e a edição do teatro camoniano.

  •  Telmo Verdelho, Barbara Spaggiari e José Camões
  • Moderador: Felipe de Saavedra

 

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Instituições, pela ordem da participação inicial de congressistas:

Rede Camões na Ásia, Universitas Indonesia, Universidad de Granada/Università di Bologna, editora Shab-e-Sher, Università per Stranieri di Siena, Universidade Católica Portuguesa, Universidade de Coimbra, Universidade Politécnica de Macau, Universidade de São Paulo, Université Paul Valéry – Montpellier, Universidade Nova de Lisboa, Universidade de Lisboa, Centre International d’Études Portugaises de Genève, Universidade dos Açores, Universidade de Aveiro.


Participações especiais:

Estudantes de Cultura Portuguesa, História de Portugal e Língua Portuguesa da Universitas Indonesia.

CONVOCATÓRIA

     Na quarta-feira dia 12 de março do ano de 1572, dos prelos do impressor António Gonçalves, ativo em Lisboa, saía ao público em modesta edição um longo poema de 8.816 versos composto por Luís de Camões, versando sobre a história dos portugueses e dos seus feitos na Ásia, e dedicado ao Rei de Portugal.

     Do Poeta, regressado a Lisboa dois anos antes, já poucos se lembravam. Durante 17 anos vivera nas partes do Oriente, afastado do mundillo literário da capital. Espírito fértil e de humor acerado, fora outrora tentado pela composição de comédias para festas e celebrações.

     Esta nova obra colossal combinava habilmente elementos da epopeia clássica com as próprias memórias de viagem do Autor, saber enciclopédico com panfleto político, frescos históricos – entre eles a evocação da expedição prospetiva do Gama – com apelos cruzadísticos, recorrendo a fontes poéticas, cronísticas e orais muito diversificadas. O inesperado livro foi bem recebido pelos leitores, mas o máximo reconhecimento ser-lhe-ia dispensado aquém e além-fronteiras após o desaparecimento do Vate, transcorridos oito anos, em 1580.

     A primeira epopeia em língua portuguesa a ser publicada, e um dos primeiros livros de poesia impressos em Portugal, tornou-se então objeto de incontáveis estudos e de apaixonadas polémicas, causando perplexidades em alguns críticos, e suscitando entusiástica veneração por outros como expressão da essência da lusitanidade, vindo a constituir um manancial de infindável inspiração para os poetas e artistas das gerações seguintes.

     A 12 de março de 2022, agora um sábado, completar-se-ão os quatro séculos e meio da publicação em Lisboa deste monumento literário. A Rede Camões na Ásia, RCnA promove um Congresso Internacional, na modalidade online, sedeado virtualmente na ilha vulcânica de Ternate, no arquipélago de Maluku, Indonésia, uma das mais consistentes candidatas a ter sido o local onde Camões teria iniciado a composição do seu Poema em c. 1556.

     Para assinalar esta efeméride, o Congresso Internacional 450 Anos de ‘Os Lusíadas’ reunirá numa jornada de estudos os camonistas e outros especialistas em Literatura Clássica oriundos de qualquer país, sem restrição geográfica.

     As propostas de comunicação, ou de painel com várias comunicações agregadas, versando temas relativos à Obra, ao Autor, ao período histórico, e à posteridade de Os Lusíadas, deverão ser acompanhadas por um breve resumo curricular, ambos com cerca de 300 palavras, e enviadas até ao dia 30 de outubro em ficheiro .doc. Serão aceites propostas de momentos musicais camonianos e de lançamentos de livros sobre Camões e o seu tempo.

     O Congresso realizar-se-á virtualmente, via ZOOM e as comunicações serão gravadas e disponibilizadas via YouTube, no canal do Congresso. Os Resumos e as Atas serão igualmente publicados em 2022.

     A Rede Camões na Ásia é um fórum de antigos e novos tradutores e estudiosos da obra de Camões de origem asiática, ou atualmente residentes na Ásia, destinado a apoiar e promover os estudos camonianos na região e globalmente.